"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica - poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias. " Deepak Chopra

domingo, 29 de novembro de 2015

Intolerâncias da Fé - Documentário





"Vida sem Ética dá mais Trabalho":



Cortella fala sobre a Intolerância:

http://cbn.globoradio.globo.com/default.htm?url=/comentaristas/mario-sergio-cortella/2015/12/01/INTOLERANCIA-E-A-INCAPACIDADE-DE-CONVIVER-COM-O-DIFERENTE.htm

sábado, 28 de novembro de 2015

Intolerância religiosa: ineficiência da Lei x Politicagem



     Nós das religiões Afro-brasileiras (RAB), vivemos atualmente momentos de grande tensão e preocupação. 
Já há alguns anos temos assistido o crescimento de uma corrente religiosa que estimula a intolerância e a perseguição aos nossos adeptos.  
Vimos, com profunda preocupação o surgimento de grupos paramilitares, com o intuito de disseminar mais perseguição e mais violência entre os religiosos.  
E, como esperávamos, a onda de violência foi crescendo, e nós fomos absorvendo, suportando, tolerando. 
Nos últimos anos, nossas lideranças começaram a reagir. A Lei (*) parecia nos proteger, mas ela tem se mostrado insuficiente para reprimir esta onda de perseguição aos nossos Templos e religiosos. O noticiário tem mostrado quase que diariamente, atos de agressão aos nossos fiéis, aos nossos Terreiros/Roças/Templos, e à nossa Fé. Sem motivos, desmedidamente, agridem, destroem e matam. 
Desta vez, foi nossa querida Mãe Baiana, que teve seu terreiro de Candomblé Axé Oyá Bagan incendiado em Brasília, uma das mais tradicionais casas de Candomblé de Brasília.

Segundo a Unegro:

  • "Uma das mais tradicionais casas de candomblé de Brasília, o terreiro de Mãe Baiana já havia sofrido atos de violência anteriormente, se somando a dezenas de agressões a tiros, fogo e intimidações, que outros terreiros de candomblé e de umbanda sofrem no Distrito Federal e entorno." http://pcdobdf.blog.br/2015/11/27/unegro-repudia-violencia-e-se-solidariza-com-as-religioes-de-matriz-africana
Incêndio Terreiro Mãe Baiana - Brasília/DF
     O Ilê Axé Oyá Bagan está recebendo neste momento a visita do Governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg, acompanhado do Secretário de Estado de Cultura do Distrito Federal Guilherme Reis e de seu staff da Secretaria de Segurança Pública. 
     Mas, sempre que político vem tirar foto, parece que apenas se aproveita da desgraça alheia para conseguir algum apoio ou benefício. Será diferente desta vez?


" Visitei o Templo Axé Oyá Bagan (Casa da Mãe Baiana), de religião de matriz africana, no Paranoá. Reiterei minha solidariedade e a do governo em relação ao incêndio ocorrido na madrugada de ontem.
Diante deste triste episódio, determinei ao diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, que crie uma delegacia especializada em crimes de racismo e intolerância religiosa. As investigações sobre as causas do incêndio e a identificação dos responsáveis serão tratadas como prioridade pelo nosso governo. A previsão é de que o laudo da perícia saia em até 30 dias.
Não podemos admitir que, na capital da República, tenhamos demonstrações dessa natureza. Vamos trabalhar sempre para garantir direito legal à diversidade cultural e religiosa e combater toda a forma de intolerância e discriminação.Gov." (Gov. Rodrigo Rollember)
     Vivemos no Brasil, conhecido internacionalmente por sua miscigenação e sua religiosidade rica e diversa. Temos nossos problemas, e muita luta ainda por acontecer. A maior delas agora é parar essa onda de violência que nos atinge. Todos olham os telejornais e se apiedam com o sofrimento da Europa, do Oriente Médio, e da África. Mas, poucos se preocupam em mostram como sofremos e como esta onda de intolerância tem varrido nossos cotidianos, ameaçando nosso povo e nossas manifestações culturais e religiosas. O extremismo religioso no Brasil não é diferente daquele que ocorre no Oriente Médio.  
  Até quando fingiremos que vivemos em uma democracia de Lei e de Direito? Até quando preferiremos o lado Poliana da vida, fingindo que tudo é um paraíso e que nunca, nada de ruim irá nos atingir? Hoje, somos nós. Amanhã, poderá ser o catolicismo, ou qualquer outra vertente religiosa que decidam agredir.
    Distraídos? Omissos? Eu diria que somos inconsequentes. 
   Só temos uma solução, defender a aplicabilidade da Lei para todos, afim de garantir que nunca, nenhum de nós, sejamos agredidos por extremistas religiosos.      

(*) 
Artigo V, Inciso VI da Constituição Federal de 1988:
É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.
Código Penal, em seu artigo 208, estabelece como conduta criminosa, “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

Para maiores informações:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/11/27/interna_cidadesdf,508394/incendio-e-o-quinto-envolvendo-religioes-africanas-desde-agosto.shtml


http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/11/terreiro-de-candomble-e-incendiado-no-df/

https://www.facebook.com/pcdobdf/photos/a.1409909235905077.1073741828.1409608442601823/1731605883735409/?type=3&theater

https://www.facebook.com/ErikaKokay/photos/a.279647418726486.72035.257453204279241/1066487370042483/?type=3&theater


https://www.facebook.com/direitoshumanosbrasil/photos/a.166798690068176.42983.165500080198037/942676549147049/?type=3&theater


FTU no Simpósio da ABHR na PUC/SP

Mais uma vez nossos irmãos Yabauara (João T'Osósi) e Yacyrê (Erica T'Nanã) nos honraram ao participar da Mesa de "Intolerância Religiosa em pauta e em Ação" no Simpósio da Associação Nacional de História das Religiões (ABHR) na PUC-SP. 
Ambos são escritores conhecidos e renomados, doutorado e doutoranda. E são árduos combatentes das RAB na atualidade. Sinto-me honrada de tê-los como irmãos no Egbé. 
Como disse nosso Babá Rivas Ty Ogyon: "Realizacão maiúscula para as RAB e principalmente no combate sem tréguas contra o preconceito ao negro e aos pobre que compreende mais de 90% da população brasileira. Parabéns aos dois awon iyawo que dignificam nosso ile asé e principalmente a cosmovisão do Candomblé. Awon gbogbo oosa bo ri o. Motumbasé"
A mesa também foi composta por nossa Egbomy Yamaracyê (Be T'Ogodô), que teve parte de sua tese lida durante o encontro.
Estiveram presentes nossos irmãos Aratiara e Luciano, prestigiando o evento e apoiando nossos autores.  






Jociane T'Obá - Obaositalá

domingo, 8 de novembro de 2015

Queda de Kelê de 5 Yawos do Ile Fun fun



Ontem foi um dia de festa para nosso Egbé.
Mais cinco Yawos de nossa comunidade retiraram seus Kelês. Mais uma vitória para nossas irmãs Aracyauara (Sumaia dofona de Oyá), Yaranaya (famotinha de Ogun), Yacyrê (Érica dofonitinha de Nanã),  Yaranacy (Fernanda famotidinha de Omulu), Mariah (gamotinha de Oxalufã). A todas elas, parabéns!!! Vida longa, muito axé, e que venha a festa de 1 ano!
Estou ansiosa para ver a vitória de todas elas.
A vitória delas, é a vitória de todo o Egbé. A perpetuação de nossas tradições e manutenção de nossa Ancestralidade.
Vida longa a Baba Rivas TÓgyion!
Ibasé Baba mi

Obaositalá


Orixás renascendo.

Dia31/10/15, mais uma vez, tive o privilégio de testemunhar e receber o axé de mais 5 Orixás que nasceram no nosso Ile, Yemanjá, Ogun, Oxumarê, Oxossi Arolé, Odé. 
Aos meus irmãos de Santé Ararité, Felipe, Aracyara, Yabauara e Fernanda, meus parabéns! Que seus renascimentos possam trazer alegria, equilíbrio e serenidade aos seus Oris, e que os Orixás maravilhosamente manifestados ontem, possam cobri-los de bençãos e vitórias. 
Axé, e minha eterna gratidão ao meu Baba Pai Rivas Ty Ogyion por me permitir vivenciar esses momentos inesquecíveis!

Obaositalá


Há muitos anos atrás tive um sonho onde estava em uma grande cidade e via pessoas negras e que passavam por mim em grupos, vestiam roupas coloridas e caminhavam de forma interessante pois se moviam com um mesmo ritmo e podia perceber que estavam felizes. Não podendo conter a curiosidade perguntei a uma pessoa que estava ao meu lado quem eram aquelas pessoas? E ouvi claro, alto e em bom som: esses são o povo de Gyan ben Gyan, os Universais (ou Vencedores).

Acordei com uma profunda alegria e guardei em minha a'alma aquela cena...

Hoje ao acordar pela manhã, relembrando o rito de renascimento de cinco irmãos que passaram a ser yawos no Egbe de nosso Babá - Pai Rivas na noite anterior, fui remetido à aquele sonho pois reconhecia no rito a mesma alegria que vi e senti ao ver os Deuses dançando com toda a coletividade.
A cada momento do rito novas surpresas nos reservavam, momentos que os mitos falavam forte em nosso interior e nos levavam a introspecção. 
Ogum vinha a frente com nosso irmão Sergio - Ararité com sua dança guerreira, Oxumaré em nosso irmão Felipe dançando sinuosamente trazia a Terra os auspícios do Céu, Yemanjá com a nobreza da grande mãe, dançava com sua filha Fernanda em perfeito transe, Oxossi dançava caçando com seu filho João - Yabauara, trazendo ao Egbe, prosperidade e fartura. E fechando, vinha Odé com sua filha Wanda - Aracyara percorrendo as pegadas dos que o antecederam como se seguisse a caça para provento de seus filhos.
É meus amigos e irmãos, a noite foi memorável!
Mas para não acabar aqui, uma profunda alegria me aguardava, e foi quando nosso Babá foi dançar com os Deuses. Sua feição era de total alegria e podíamos ver o divino estampado em seu sorriso, como se naquele momento não houvessem mais separações entre o Orun e o Aiye...
Só podemos desejar aos novos yawos onan rere ou seja, caminhos felizes aos renascidos pelas mãos de nosso Babá. 
Motumbase ao Egbe!
Motumbase Baba mi!
Ygbere - Olavo Solera

Exu e Pomba Gira - Novo livro de Baba Rivas T'Ogyion


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Umbanda sem racismo e sem preconceito



Esta é uma revisão das obras de W. W. da Matta e Silva feita por Mestre Ygbere (Mestre de Iniciação de Sétimo Grau do Segundo Ciclo, iniciado de Pai Rivas)