"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica - poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias. " Deepak Chopra

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Rito de Iniciacão na TUO! Mestre Ygbere! Paó

Este foi um dos momentos mais belos que eu vivi nesta vida. 
Assisti parte da jornada do Ygbere, caminhada longa e difícil, na Iniciação. E vê-lo receber o sétimo grau foi uma concretização de suas vitórias no campo astral. 
Foram muitas lutas, superações e lágrimas. Mas, a certeza da cobertura das Santas Almas do Cruzeiro Divino sempre o fortaleceu e gratificou. 
Pai Moçambique, Caboclo 7 Cachoeiras, Caboclo 7 Ondas, Jureminha, Exu 7 Poeiras, e tantas outras entidades que estão atreladas ao seu mediunismo positivo, certamente estiveram lá conosco e iluminaram aquele Congá, sob as bençãos de Pai Guiné e Pai Joaquim. 
Vida longa ao Mestre de Iniciação de Sétimo Grau Ygbere! Paó!!!! 
Paó a Mestre Araphiagha, Pai Rivas, por mais um Sacerdote na TUO. As bençãos, meu Pai.


Tal qual a onda que chega sempre a praia, a ancestralidade por meio da espiritualidade sempre se apresenta quando mais precisamos. (Olavo Solera)


"Tive a felicidade de presenciar a ordenação sacerdotal de Mestre Ygbere (Olavo Solera), irmão de santé de longa data, que está com Mestre Arhapiagha desde os idos 1979, ou seja, com mais de 35 anos de trabalhos, vivências e, sobretudo, de fidelidade ao Mestre e à Raiz. É um dos meus irmãos que conheceu Mestre Yapacani (o Vô Matta) pessoalmente. Mestre Ygbere não é, como muitos por aí, "discípulo de livros" ou de "mestres mortos" nem, pior ainda, "mestre de si mesmo". Ygbere, meu irmão, aceita meus preitos de vida longa! Que possamos honrar juntos o Nome, o Trabalho e o Exemplo de nosso Mestre! Aranauan!" (Thomé Sabbag Neto)
"Foi um dia duplamente especial: poder participar da iniciação de meu Tio e de Meu Pai (Pedro Nogueira) de Santé no mesmo rito! E ambos no 7o grau! Poder ver a Tradição sendo desvelada, manifesta e passada de Pai pra filho realmente foi muito intenso e profundo e jamais esquecerei. Agradeço ao meu avô de Santé, Mestre Araphiagha por permitir que essa Tradição que ele recebeu de meu bisavô Mestre Yapacani pudesse novamente ser perpetuada. Agradeço a Ele também por poder ter Bisavô,Avô, Pai, Tios e principalmente pela oportunidade de ser filho e ser um membro dessa família! Me sinto muito feliz por poder estar com vocês Mestre Ygbere! Parabéns novamente por ser um vencedor de si mesmo!" (Vagner Costa)
"Sem palavras para expressar esse momento sublime em sua jornada Mestre Ygbere. A pálida noção de tudo que já enfrentou na vida só me faz desejar que tenhas muito mais realizações positivas hoje e sempre. Axé Mestre Ygbere!" (Robson Leite)

Pedro Nogueira Alma em júbilo! Não é possível traduzir o que se passa, o que se sente... Axé, meu querido amigo e Irmão! Vida longa!

Templo de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda Maravilhosa, conquistada com muito trabalho e amor ao que faz, um ritual para ficar guardado na retina da alma .

Marta Purificação Paó... Ygbere vc é muito querido por todos nós, sinto sempre verdade contida na sua fala e na sua escrita!!! Obrigada por ser nosso irmão mais velho. Axé!!!

Vânia Maria muito bom parabens e um grande abraco.

Célio Antônio Corrêa Marques Antonio Parabéns! Axé!

"Ao ver tantas demonstrações de carinho sobre meu rito de ordenação sacerdotal, decidi escrever algumas palavras daquilo que sinto e entendo sobre iniciação. Posso separar meu caminho iniciático com o mestre Arapiaga em três momentos distintos.
O primeiro nos anos 80, onde tive a honra de ter tido por meio de nosso mestre o contato com o mestre Yapacani – Matta e Silva. Naqueles momentos conhecia gradativamente suas obras e com o privilégio de as mesmas serem ilustradas por alguns rituais que fez aqui em São Paulo no templo da OICD e em visita a TUO de Itacuruça. Eram tempos para mim de um certo deslumbramento, pois os “mistérios” contidos em tantos assuntos que tive a oportunidade em ouvir e presenciar, me levavam a estudar, estudar e muitas vezes me sentir único...
Confesso que pouco entendia daqueles conhecimentos e que nosso mestre exaustivamente nos ensinava e exemplificava vivendo-os. Eram tempos de grandes transformações e diuturnamente acompanhava nosso mestre em seus afazeres, afinal precisava eu viver tudo aquilo de forma a conseguir capacidade e conhecimento, para de forma simplória ajudar a executar as mudanças que aconteciam em uma velocidade incrível.
No segundo momento, depois da transmissão da raiz, feita por pai Matta a nosso mestre, em seguida acontece a passagem de pai Matta para a Aruanda. Chegava a hora de nosso mestre colocar em prática as verdadeiras vivências que teve com o mestre Yapacani e a espiritualidade, representadas por ancestrais de estofo, pois meu mestre nunca utilizou de palavras mortas de livros para construções espirituais, e assim também isso nos ensinou.
Naqueles momentos, fomos vendo chegar novos conhecimentos e afazeres e juntos vinham o astral pertinente à aqueles tempos (quem não se lembra do caboclo 7 Espadas e do sr. Capa Preta), e interessante era que neste segundo momento, os conhecimentos apreendidos começava a dar lugar ao “outro”, coisa que no primeiro momento nem se falava e tão pouco se entendia. 
A iniciação aí então começava a tomar um novo rumo, pois aquilo que entendíamos como algo que nos elevava a patamares elitistas e ilusórios no primeiro momento, dá lugar ao respeito ao outro, e tudo começa a tomar novos rumos. Iniciava naquele momento em mim, mesmo que palidamente uma desconstrução de valores. Entender a origem ou início, que é o mote principal de uma iniciação, passariam obrigatoriamente pelo “outro” ...
E neste terceiro momento que hoje se apresenta, depois de ver tantas realizações de nosso mestre, procuro entender parte do todo e vejo neste momento que o que se busca é o vivencial com o mestre vivo, pois não pode ser diferente a iniciação, ela só acontece com a oralidade, o poder da palavra realmente vivida e consagrada pelas obras e pela ancestralidade que está por trás de tudo isso. Hoje nosso mestre nos ensina a viver a simplicidade com alegria, nos ensina que o importante é estarmos livres de pré-conceitos e principalmente a reconhecer o bom caminho e trilha-lo.
Enganam-se aquele que buscam as aparências, pois me parece ridículo ver algumas pessoas do passado que daqui saíram, insistirem em continuar na letra morta, falando daquilo que não se viveu, falando de Matta e Silva com uma pretensa eloquência como se o mesmo estivesse vivo e lhes dessem aval em seus trabalhos.
O velho mestre Matta e Silva em vida sempre deu exemplos de trabalho sob a regência da espiritualidade com ordens e direitos, e sabedor que o trabalho deveria continuar com outro mestre vivo, fez a transmissão a nosso mestre, pois assim caminha a iniciação e o mestre só vive após sua passagem por meio de sua linhagem com ordens e direitos de trabalho...Logo!"
Ygbere – Discípulo de mestre Arapiaga