"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica, poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias." Deepak Chopra

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Grandes Expectativas para o sucessor de Lula

Financial Times - John Paul Rathbone e Jonathan Wheatley

O Brasil é um país feliz –ou ao menos é o que muitos acreditam. De fato, o talento do futebol do país, o êxtase coletivo de seus carnavais, sua herança multirracial e, é claro, aqueles biquínis minúsculos, todos fazem parte do imenso poder “soft” do Brasil. Some a isso uma economia que está crescendo rapidamente e os brasileiros podem –segundo Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente em fim de mandato do país– reivindicar ser o povo “mais feliz e mais criativo” do mundo.
Há certa verdade nesse orgulho. Às vésperas de eleições presidenciais que deverão conduzir ao poder a candidata apoiada por Lula, aparentemente a situação nunca esteve tão boa para o Brasil. Apesar de ainda marcado por grande desigualdade social e crime violento, ele é uma das famosas economias Bric –Brasil, Rússia, Índia e China– que estão mudando a ordem internacional. A oferta de ações de US$ 67 bilhões da Petrobras, a estatal do petróleo, na semana passada, foi a maior do mundo e apenas a mais recente expressão do poder financeiro emergente do Brasil. O país já é um importante centro regional para formação de capital; a previsão é de que até 2025 ele seja uma das cinco maiores economias do mundo.
No passado, as eleições brasileiras costumavam ser catalisadoras de crises financeiras –e a postura blasé de muitos investidores em relação à votação de 3 de outubro é um sinal, para Jim O’Neill, o economista do Goldman Sachs que cunhou a sigla Bric, de que “as pessoas podem agora estar se empolgando”.
Todavia, na política externa, um antigo figurante agora é um sério candidato para um assento permanente no conselho de segurança da ONU. Em questões como o Irã, Brasília também buscou –apesar de não totalmente bem-sucedida– exercer um papel de mediadora internacional. E como sede da próxima Copa do Mundo de futebol e, em 2016, dos Jogos Olímpicos, o Brasil chegou de forma confiante ao palco global.
Como muitos de seus vizinhos latino-americanos, o Brasil nunca careceu de promessa –ou decepção. A pergunta agora é se desta vez é realmente diferente.
A julgar pela reação dos investidores, acadêmicos e muitos brasileiros, é. Outros se mostram mais cautelosos. Para Luis Alberto Moreno, chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento, os maiores riscos enfrentados pelo Brasil são “complacência e excesso de confiança”.

Por ora, os otimistas parecem estar em vantagem. Os investidores estrangeiros que pagaram pela oferta da Petrobras, na semana passada, injetarão aproximadamente US$ 50 bilhões adicionais no país neste ano. Uma enxurrada de livros recentes celebra a “chegada” do Brasil e sua maior autoconfiança. Enquanto isso, Lula, cujas raízes de esquerda estão no movimento sindical, deverá deixar o palácio presidencial com um índice de aprovação de 80% –um endosso notável de um país que passou pela crise financeira global praticamente ileso e viu mais de 30 milhões ingressarem na classe média em cinco anos.
Dilma Rousseff, a ex-ministra da Casa Civil que parece que vencerá com facilidade a eleição, tem concorrido com a promessa de mais do mesmo. Uma ex-diretora da Petrobras, a tecnocrata austera –às vezes apelidada, de forma previsível, de “Dama de Ferro”– acredita firmemente no poder de um Estado atuante. A capitalização da Petrobras, que ele ajudou a planejar, aumentará o poder do governo sobre a empresa. Rousseff também é responsável por uma série de programas de investimento em estradas, portos e ferrovias, em parte financiados por bancos estatais, desesperadamente necessários pelo Brasil para melhorar sua infraestrutura dilapidada. Eles estão em andamento, mas, atrapalhados pela burocracia, não no ritmo que muitos imaginavam ou esperavam.
Seu maior adversário político, José Serra, o governador centrista de São Paulo, não tem conseguido avançar com uma plataforma que parece ser uma versão mais enxuta, mais eficiente, das políticas voltadas para o social de Lula. De fato, as pesquisas mostram que em todas as classes os brasileiros estão em grande parte felizes com suas vidas e acreditam que ela até melhorará.
Em vez disso, os maiores desafios diante de Dilma estão nas entranhas sociais e econômicas mais profundas do país. Apesar de seus sucessos, o Brasil permanece de muitas formas um país altamente desigual, que está gastando além do que ganha. Apesar de a pobreza ter caído em um terço durante a última década, mais de um quinto dos 200 milhões de habitantes do Brasil ainda são considerados oficialmente pobres. A dívida pública caiu, mas o país ainda depende de reservas estrangeiras para poder financiar a si mesmo. Apesar do boom de exportação de commodities, a previsão é de que seu déficit em conta corrente neste ano seja de 3% do produto interno bruto. Ele poderá aumentar no próximo ano.
A violência que ainda atormenta suas infames favelas torna o Brasil um local ainda mais perigoso do que o México afligido pelo narcotráfico. Álvaro Uribe, o ex-presidente da Colômbia, é apenas uma das várias figuras regionais importantes que acreditam que o Brasil está dando “atenção insuficiente” ao consumo doméstico de drogas e à criminalidade relacionada. Pela experiência de seu próprio país nos anos 90, e a do México atualmente, ele aponta que “é um risco deixar de enfrentar o problema do narcotráfico”.
Enquanto isso, a ascensão extraordinária de Lula de engraxate a presidente tem projetado a imagem do Brasil como uma terra de promessa e mobilidade social. Mas como tantas histórias americanas, ela é parte mito. “No exterior, Lula se transformou em um símbolo de uma terra de oportunidade, onde o pobre pode chegar lá”, diz Fernando Henrique Cardoso, presidente por dois mandatos antes de Lula. “Isso não é realmente verdade.” O Brasil, apesar de seus recentes sucessos, continua sendo o 11º país mais desigual do mundo.
Em outros lugares, tamanha desigualdade poderia levar a um conflito civil aberto. Mas a generosidade dos brasileiros, sua predileção pela tolerância e conciliação –ou complacência, como dizem alguns críticos– têm afastado uma maior violência. “De que outra forma seria possível explicar o fato de não haver uma guerra constante no Rio de Janeiro, onde os moradores muito pobres das favelas convivem lado a lado com os super-ricos”, diz Julia Oliveira, uma consultora de administração.
Essa complacência também é o calcanhar-de-aquiles da economia brasileira. O país aspira ser uma potência global, mas para chegar ao próximo nível, argumentam os analistas, ele precisa passar para um novo patamar de desempenho econômico, um focado em fornecer melhores serviços públicos –não apenas mais– especialmente na educação.
O Estado, famoso por sua ineficiência e burocracia, também precisa ser reduzido. Um corte nos gastos públicos, por exemplo, aumentaria a poupança nacional e limitaria a dependência do país de capital estrangeiro. Isso o imunizaria de contágio financeiro em caso de piora da economia global. Sem isso, diz Neil Shearing, um analista da Capital Economics, o Brasil corre o risco de voltar ao padrão de boom e estouro do passado, com bons anos “pontuados por recessões causadas pela interrupção repentina do fluxo de capital”.
Há quase 70 anos, o romancista Stefan Zweig escreveu que o Brasil era “o país do futuro”. Esse otimismo está refletido na psique nacional –apesar dos rostos estressados dos trabalhadores urbanos nas ruas movimentadas de São Paulo sugerirem o contrário. A frase de Zweif acabou se transformando em slogan, depois em um clichê e finalmente em uma impossibilidade para os brasileiros –praticamente um “estigma e vaticínio”, nas palavras do escritor brasileiro Alberto Dines.
Mas graças às reformas econômicas implantadas por Fernando Henrique Cardoso, quando foi presidente de 1994 a 2002, as fundações para a estabilidade econômica do país foram estabelecidas. Nos oito anos seguintes, apesar dos recorrentes escândalos de corrupção, as políticas sociais de Lula ajudaram a deixar o país mais à vontade consigo mesmo. Estas eleições são as primeiras desde 1982 em que nenhum dos dois está concorrendo.
Eles deixam para trás um país mais próspero e socialmente coeso do que, supostamente, jamais foi – e uma provável presidente, Dilma Rousseff, que promete manter as políticas necessárias para manter essa estabilidade econômica. O país tem um setor privado próspero e três quartos dos brasileiros dizem acreditar na economia de mercado, segundo uma pesquisa do Centro Pew, em comparação a menos da metade dos mexicanos e argentinos. Tudo isso cria uma plataforma que sugere que o recente desempenho do país será mais do que fogo de palha –mesmo com o Brasil sem dúvida sendo um beneficiário felizardo do boom de commodities e da abundante liquidez global, condições que não durarão para sempre.
Em comparação com outros países Bric, o Brasil poderá nunca alcançar, digamos, a capacidade da China de executar iniciativas estratégicas ambiciosas no ensino ou tecnologia. Ele também precisa realizar mais reformas para elevar sua tendência de taxa de crescimento, de aproximadamente 4% agora. Ao mesmo tempo, ele carece de muitos dos outros problemas estruturais dos Brics, seja as divisões religiosas da Índia, o autoritarismo chinês ou as relações ambivalentes da Rússia com o Ocidente. A história de seus imigrantes também o deixa com abertura para ideias estrangeiras e a capacidade de adotá-las rapidamente.
De fato, uma delas pode ser lida no encosto de cada assento de voos domésticos da TAM, a maior companhia aérea do país: “Brasil: a 5º maior economia do mundo em 2025”. Para os brasileiros que se beliscam diante da ideia, diz muito o fato da declaração ser creditada à revista “The Economist”. O restante parece feliz –críticos como FHC dizem “anestesiado”– com a relativa prosperidade do status quo.
“O Brasil poderia ser de outra forma”, diz um brasileiro que trabalha como principal economista de um grande banco ocidental em São Paulo. “Mas então não seríamos o Brasil. Nós seríamos a Suíça (...) e isso não seria divertido.”
Crescimento nas margens
Ao longo da última década, a economia do Brasil cresceu em média 3,5% ao ano, quase o dobro da média da década anterior. O país pode estar mais feliz, mas também está mais gordo. Quase metade de todos os homens e 48% das mulheres estão acima do peso, em comparação a apenas 19% dos homens e 28% das mulheres nos anos 70.
Todavia, o ethos do “corpo é belo” permanece de outras formas. Os brasileiros escovam seus dentes, em média, mais do que qualquer outro, e consomem mais desodorante per capita do que os Estados Unidos –apenas dois motivos para as empresas de bens de consumo internacionais considerarem o mercado brasileiro tão importante.
Cultura de negócios - Um espírito de aventura nascido das fazendas e navegadores portugueses
A história é destino? As origens daquilo que muitos empresários reconhecem ser talentos particularmente brasileiros podem ser traçadas à corrida, no final do século 15, entre Espanha e Portugal para exploração do novo mundo.
Os dois países estavam à procura de uma rota marítima para a Ásia, diz o professor Alfredo Behrens da Fundação Instituto de Administração, em São Paulo. Os portugueses encontraram uma e se tornaram mercadores. Os espanhóis encontraram a América e se tornaram conquistadores.
Os portugueses também encontraram o Brasil, mas praticamente o ignoraram até se tornar sua única possessão além-mar, após perderem suas rotas comerciais asiáticas para os holandeses.
“Eles tiveram que se concentrar no Brasil”, diz o prof. Behrens. “Na época eles eram mercadores. Eles sabiam como negociar. Eles tinham jogo de cintura. Isso é o que torna os brasileiros diferentes dos outros latino-americanos.

Ele também traça outras características brasileiras ainda mais para trás, até a expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica durante a Idade Média e a subsequente queda na população. Isso criou uma cultura de agricultura de baixa densidade, em vez de uma agricultura de alta densidade, traduzida na América Latina na forma de enormes plantações controladas por alguns poucos donos de terras ricos, e trabalhadas por séculos por milhões de escravos africanos.
Os ecos dessa hierarquia –e o resultante distanciamento e falta de confiança– perduram no local de trabalho, ele diz. “Isso leva a um personalismo que tenta passar por cima desses processos, onde a pessoa tenta fazer amizade com o chefe e ao ‘jeitinho’, além de um espírito de aventura que significa que as pessoas podem ficar onde estão por algum tempo, mas estão sonhando com coisas maiores.”
E isso, ele diz, cria uma cultura de negócios com a qual os estrangeiros às vezes têm dificuldade em lidar: um banqueiro britânico me disse que era como “tentar guiar um rebanho de gatos”.
Também é uma cultura que promove a criatividade e o empreendimento. Rolf Steiner, o chefe regional da Swiss Re em São Paulo, trabalhou anteriormente na Itália e diz ter ficado encantado com a atmosfera de abertura e criatividade nos escritórios brasileiros da resseguradora, após o ambiente de negócios mais conservador que ele encontrou na Itália.
É o tipo de comentário ouvido em muitos setores. Tarek Farahat, presidente-executivo da Procter & Gamble no país, considera os executivos brasileiros entre os mais talentosos dentre as operações globais da empresa.
Mas um dos exemplos mais famosos do empreendimento brasileiro no exterior –a Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, criada e dirigida por brasileiros– é uma exceção que comprova a regra, diz o prof. Behrens.
“Os brasileiros são melhores negociadores do que nossos vizinhos latinos”, ele aponta. “Mas isso não significa que não tenhamos conquistadores.”
 
Tradução: George El Khouri Andolfato

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Quanto mais Religioso, mais pobre tende a ser um país? O quê você pensa disso?

27/09/2010 - 08h16

Quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país, diz pesquisa

HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA


Quanto mais religiosos são os habitantes de um país, mais pobre ele tende a ser. Essa é a conclusão de uma pesquisa Gallup feita em 114 nações e divulgada no último dia 31 que mostra uma correlação forte entre o grau de religiosidade da população e a renda "per capita".
Correlação, vale lembrar, é um conceito traiçoeiro. Quando duas variáveis estão correlacionadas, tanto é possível que qualquer uma delas seja a causa da outra como também que ambas sejam efeitos de outros fatores.

Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão da religião. "Em geral, as religiões ajudam seus adeptos a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar problemas imediatos do cotidiano", diz Ricardo Mariano, da PUC-RS.
"As religiões de salvação prometem ainda compensações para os sofrimentos e insuficiências desta vida no outro mundo", acrescenta.
O sociólogo, porém, lembra que há outros fatores: "A restrição à liberdade religiosa, ideologias secularistas e o ateísmo estatal dos países socialistas contribuíram para a baixa importância que sua população atribui à religião, como ocorre na Estônia, campeã nesta matéria, e na própria Rússia".
Já na Europa Ocidental, diz Mariano, "modernização, laicização do Estado e relativismo cultural erodiram bastante a religiosidade".
A grande exceção à regra são os EUA. Com uma das maiores rendas "per capita" do planeta, 65% dos norte-americanos atribuem importância à religião em sua vida diária. Tal índice é bem superior à média dos países mais ricos, que é de 47%.
Sem descartar um papel para as explicações sociológicas mais tradicionais, que chama de "fator ópio do povo", Daniel Sottomaior, presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) aventa algumas hipóteses na direção contrária, isto é, de que a religião é causa da pobreza. "Ela promove o fatalismo e o deus-dará", diz.
Em certos lugares, notadamente alguns países islâmicos, ela desestimula a educação e impede a adoção do pensamento científico.
Além disso, afirma Sottomaior, "a religião não apenas não gera valor como sequestra bens, dinheiro e mentes que deixam de ser empregados em atividades econômicas e de desenvolvimento".

RELIGIOSOS
Para religiosos ouvidos pela Folha, é a riqueza que pode reduzir o pendor das pessoas à religiosidade.
Segundo o padre jesuíta Eduardo Henriques, "a abertura a Deus é inversamente proporcional à segurança oferecida pela estabilidade econômico-financeira, com exceções, é claro. Espiritualmente falando, os pobres tornam-se sinais mais eloquentes de que ninguém, pobre ou rico, basta a si mesmo. Por isso Jesus chamou os pobres de bem-aventurados".
Já para o pastor batista Adriano Trajano, a pesquisa mostra que quanto maior for o estado de pobreza e pouco desenvolvimento econômico no país, "maior será a busca por subterfúgios sobrenaturais, pois a religião tem esse poder de transportar o necessitado a um mundo de cordas divinas". "Que a religião desempenha um papel importante nas sociedades, não há dúvida, resta saber até que ponto esse papel favorece a vida?", pergunta.
O teólogo adventista Marcos Noleto é mais radical: "Há uma incompatibilidade da fé prática com a riqueza. Assim como dois corpos não podem ocupar um mesmo lugar no espaço, na mente do homem não há lugar para duas afeições totais. Veja que Deus escolheu um carpinteiro e não um banqueiro para ser o pai de Jesus".

Ex-guerrilheira pode se tornar a mulher mais poderosa do mundo

The former guerrilla set to be the world's most powerful woman

Brazil looks likely to elect an extraordinary leader next weekend
By Hugh O'Shaughnessy
Dilma Rousseff in her 1970 police mugshot, when she led a revolutionary group



The world's most powerful woman will start coming into her own next weekend. Stocky and forceful at 63, this former leader of the resistance to a Western-backed military dictatorship (which tortured her) is preparing to take her place as President of Brazil.
As head of state, president Dilma Rousseff would outrank Angela Merkel, Germany's Chancellor, and Hillary Clinton, the US Secretary of State: her enormous country of 200 million people is revelling in its new oil wealth. Brazil's growth rate, rivalling China's, is one that Europe and Washington can only envy.

Her widely predicted victory in next Sunday's presidential poll will be greeted with delight by millions. It marks the final demolition of the "national security state", an arrangement that conservative governments in the US and Europe once regarded as their best artifice for limiting democracy and reform. It maintained a rotten status quo that kept a vast majority in poverty in Latin America while favouring their rich friends. 

Matéria publicada na edição online deste domingo do jornal britânico "The Independent" diz que uma "ex-guerrilheira pode se tornar a mulher mais poderosa do mundo", em referência à candidata do PT à Presidência e líder nas pesquisas de intenção de voto, Dilma Rousseff.


Segundo o texto, uma das "líderes da resistência" durante a ditadura militar brasileira está "se preparando para assumir seu lugar como Presidente do Brasil".
A matéria traz um perfil da ex-ministra-chefe da Casa Civil, falando de sua família, dos anos de militância contra o regime e de que quando pequena, a petista "sonhava constantemente em ser uma bailarina ou uma trapezista". Além disso, destaca que Dilma tem estado ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva "em suas principais realizações", como a descoberta de petróleo e a redução da pobreza no país, segundo o texto.
Com relação às denúncias na Casa Civil, que levaram à saída da sucessora de Dilma, Erenice Guerra, da pasta, a reportagem afirma que "notícias recentes de irregularidades financeiras na sua equipe não parecem ter abalado a sua popularidade".
Pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira (24), mostra a candidata do PT liderando a disputa com 50% das intenções de voto, contra 28% de José Serra (PSDB). Em terceiro lugar aparece a candidata do PV, Marina Silva, com 12%.









domingo, 26 de setembro de 2010

Um homem Inteligente Falando das Mulheres



O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém.
Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

Habitat
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.
Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias.
Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

Flores
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação?
Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

Não tolha a sua vaidade
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher.
Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça.
E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado.
Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios.
Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher quem pode!

Luiz Fernando Veríssimo



III Congresso Brasileiro de Umbanda do século XXI

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!

Levamos ao conhecimento de toda a coletividade planetária e em especial
aos umbandistas e adeptos das demais tradições de matrizes
afro-ameríndio-brasileiras, a realização do III Congresso Brasileiro de
Umbanda do Século XXI, que acontecerá nas dependências da FTU (Faculdade
de Teologia Umbandista), localizada na Av. Santa Catarina, 400 - São
Paulo/SP.

O tema deste ano é: "As Religiões Afro-Brasileiras: Aproximando os Saberes."

Dando continuidade aos dois congressos precedentes organizados e
realizados pela mesma FTU, é apresentada a terceira edição deste Evento,
que conta com o irrestrito apoio do CONUB, por se tratar de um encontro
que vem se notabilizando como um momento importante de discussão e
atualização de temas pertinentes, reunindo pesquisadores, docentes e
discentes interessados na divulgação do seu trabalho e na participação no
diálogo científico que um evento desse porte possibilita. A temática deste
encontro abre-se à discussão da diversidade de enfoques teóricos e de
experiências empíricas que, temos certeza, muito vai contribuir para a
nossa vivência acadêmica e prática religiosa. Isso se faz considerando-se
que a Umbanda é resultado de uma síntese transformadora, que busca
integrar diferentes abordagens e vivências para a compreensão da
sacralidade do homem.

O CONUB apóia essa iniciativa de aproximação de todos os adeptos,
simpatizantes ou pesquisadores e convida seus conselheiros e a sociedade
em geral para acompanhar este debate.

Para obter maiores informações, acesse
http://www.ftu.edu.br/congresso2010/ ou telefone para (55 11)5031-8852.

Há também a possibilidade de escrever para o seguinte endereço eletrônico:
congresso@ftu.edu.br.

Saravá fraterno,

--
Rodrigo Bueno
Assessor de Comunicação
Conselho Nacional da Umbanda do Brasil - CONUB
Trabalhando pela dignificação da Umbanda e do umbandista
www.conub.org.br

Inutilidades!


Olá motorizado leitor do Pimentas!

Como vai indo?
De carro?
E qual adesivo que você utiliza para incrementar a lataria?

Pois estava divagando a respeito do tema (sim, eu ando ocioso...) e pensei que é possivel identificar traços da personalidade do indivíduo de acordo com o adesivo de carro que ele utiliza.
Digamos que o adesivo funciona como um mini-outdoor do motorista que se encontra ao volante.
E aí? Qual a mensagem que você anda transmitindo a seu respeito através do seu bólido?


Puma: Você acredita piamente que é uma fera, mas não passa de um gatinho domesticado. Motoristas que têm o adesivo da Puma no carro geralmente usam calça de moletom e fazem academia com a proximidade do verão. Equivalente ao adesivo da Adidas.

Adesivo da Família: Geralmente utilizado por pessoas inseguras que precisam reafirmar seus valores e querem demonstrar que não são gays ou lésmicas. Na realidade estão oferecendo um ról de informações aos assaltantes e sequestradores antenados.

Adesivo de Time: Utilizado por fanáticos clubísticos, que não se importam em ter sua lataria amassada ao cruzar com uma turba insandecida do time adversário... Geralmente os motoristas são homens, que ao invés de aproveitar o domingo vão ao estádio sob o pretexto do jogo mas querem mesmo é abraçar marmanjo.

Ferrari: Geralmente vistos na traseira de Chevette. Das duas, uma... Ou o motorista possui um ótimo senso de irônia, ou acredita piamente que seu veículo é tão possante quanto um F1.

Playboy: Adesivo utilizado por motoristas do sexo masculino, solteiros, cuja experiência sexual se restringe basicamente em folhear a revista.

 Nossa Senhora: Motorista geralmente do sexo feminino que dirige mal. Tão mal que necessita da proteção divína. Também comum em carros de gente velha. Mantenha-se afastado!

Jesus é o Senhor: Motoristas de ambos os sexos que usam este adesivo como pretexto para cometerem infrações de trânsito já que estão sob a guarda do divíno. Atropeladores de cachorro, atravessadores de sinal, ultrapassagens pela direita. Nomeie a infração, olhe a lataria e terá um adesivo desses colado na traseira.

Adesivo de Tiro: Também conhecido como Gangsta Fail. A pessoa é tão cretina, que finge ser malvadona, levou um tiro, escapou ilesa e segue andando com o carro dessa maneira... Proibido pela polícia e pelo senso de ridículo, este adesivo por sorte entrou em extinção.


Personagem da Disney: Utilizado por pessoas imaturas e que acreditam que serão jovens para sempre. Suzana Vieira tem um desses na sua charanga. 


Cavalo Crioulo: Geralmente grudado na traseira de caminhonetes de alguém que passa a semana na cidade e o final de semana no sítio. E mesmo assim preferem louvar apenas UM único cavalo de potência.


Adesivo Tunning: Utilizado por pessoas que gastam mais com o veículo do que com a própria família. Facilmente identificados pois o carro emite um som téquino-dance ensurdecedor. 



Betty Boop: Comumente grudado na traseira de veículo pertencente a mulher solteira à procura... Ou como diria o filósofo Dado Dolabella: "vêm ni mim que eu to facim".


Penelope Charmosa: Também grudado em carro de mulher. Adesivo de Penelope é utilizado por mulheres que se acham fortes e independentes; mas que ao menor sinal de problemas, recorrem aos homens.

Bandeiras: Utilizado por pessoas que fizeram UMA única viagem de turismo na vida, e que precisam esfregar isso na cara de todo mundo.


Frases em Inglês: Utilizado por professores de línguas porque só eles acham graça disso.


No Stress: Adesivo que foi moda em praticamente 80% dos veículos automotores. Comum em carros de surfistas ou pessoas que adotam práticas esportivas radicais. Extremamente egocêntricas, as pessoas que usam adesivo de surfista geralmente possuem nível intelectual de uma criança de 6 anos.

E por fim temos ainda os adesivos feitos sob encomenda, por pessoas pobres, metidas a engraçadinha:


Não importa o adesivo, se você colocou ele na bundinha do seu carro, certamente está tentando mandar alguma mensagem pra galera parada no sinal.

Vou ali lavar o meu carro e pensar no assunto.
Um abraço.