"Somos todos viajantes de uma jornada cósmica - poeira de estrelas, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos do infinito. A vida é eterna. Mas suas expressões são efêmeras, momentâneas, transitórias. " Deepak Chopra

sábado, 19 de agosto de 2017

Atotô, Obaluaye!



Pai Obaluaê, 
Vós que sois o Senhor da Cura e da transformação,
Cubra-me com Vossa Palha Santa, 
Sendo o senhor capaz de curar e transformar nossos males em benécies da alma e do corpo,
Transmita oh Pai, tuas energias salutares e renovadoras sobre meu espírito, meu períspírito e minha matéria!
Renovai as células do meu corpo, para que eu tenha saúde, 
Dai-me forças para que eu possa suportar as dificuldades do dia a dia, 
Pois assim poderei cumprir minha missão, praticando a caridade necessária àqueles que necessitam,
Que a luz divina que emana sob vosso sagrado filá possa me envolver, renovando minha fé,
Que a tua seriedade me mantenha no reto caminho do cumprimento do dever,
E que assim como Vós, eu possa estar coberto aos olhos daqueles que querem me prejudicar
Eu vos saúdo e agradeço!

Atotô!

http://umbandasaber.tumblr.com/post/113994036475/umbanda-umbandasaber-ax%C3%A9-rei-meupai

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Documentário: "Do que aprendi com as minhas velhas"

Vale a pena conhecer este documentário.

Link:
https://www.facebook.com/doqueaprendi/videos/776040215882139/?fref=mentions
https://www.facebook.com/doqueaprendi/?fref=mentions&pnref=story

Os 16 mandamentos do Ifá


1º - ÒKÀNRÀN: Não fazer mal a ninguém.
2º - ÉJÌ ÒkÒ: Não sentir ódio nem destratar o outro.
3º - ETÁ ÒGÚNDÁ: Não guardar sentimentos vingança.
4º - ÌRÒSÙN: Não fazer armadilhas nem caluniar.
5º – ÒSÉ: Não invejar nada nem ninguém.
6º - ÒBÀRÀ: Não mentir.
7º - ÒDÍ: Não corromper nem se deixar ser corrompido.
8º - ÈJÌ ONÍLÈ: Usar bem a cabeça neste mundo e respeitar os segredos alheios.
9º - ÒSÁ: Não ser falso com o próximo.
10º - ÒFÚN: Não roubar, não jurar em falso nem amaldiçoar.
11º - ÒWÓNRÍN: Não matar, não arruinar a vida de outros e ser grato ao bem que nos façam.
12º - ÈJÌLÁ SEBORÁ: Evitar os escândalos e as tragédias.
13º - ÈJÌ OLÓGBON: Respeitar os Ancestrais.
14º - ÌKÁ: Não espalhar doenças, a corrupção e a maldade sobre o mundo.
15º - ÒGBEGÚNDÁ: Respeitar aos mais velhos, as crianças, o pai e a mãe.
16º - ÀLÀÁFÍÀ: Ouvindo estes conselhos não sentirá vergonha no dia que tiver que se apresentar perante Olódùmarè!!

ass> chief oluwo ifayemi onifade odutola adeoko

Plantas Medicinais - livro gratuito on line


link:
https://issuu.com/deaumapaz/docs/plantas_med_web

Benzedeiras - Oficio tradicional

terça-feira, 11 de julho de 2017

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ÒSÍBÀTÁ – A Folha sagrada


Uma das folhas preferidas de nossas Grandes e Veneradas Mães é a folha de òsíbàtá (oxibatá), também muito conhecida popularmente como ninfeia, folha de lótus, lírio d’água ou golfo d’água. Seu nome botânico é Nymphaea sp., que tem como origem a palavra em latim nympha (divindade feminina das águas, bosques e dos montes). Outra variação seria do termo grego nympha, tendo nesse caso o significado de virgem. Existem diversas espécies de ninfeias, sendo que a maioria é originária da África, Europa e Ásia, embora algumas até sejam encontradas no Brasil. Suas flores podem possuir diversas tonalidades como o branco (N. alba), azul (N. caerulea), vermelho (N. rubra), e amarelo (N. luteum). A ninféia azul é nativa do Nilo (Egito), e segundo relatos era uma das plantas consagradas a uma divindade muito antiga, conhecida como Nefertem ou Nefertum. A flor era muito apreciada pelos antigos egípcios, não apenas pelo seu odor inebriante como também por suas propriedades curativas. Segundo alguns mitos, Nefertem utilizou essa flor como oferenda ao deus do Sol, Ra, para que as dores do seu corpo envelhecido o deixassem. Outra lenda relata que Isis, deusa da maternidade, fertilidade, protetora das crianças e também associada aos mortos foi quem ensinou aos homens a utilização de seus rizomas na alimentação. Foram encontrados vestígios de grandes buques de ninfeia ofertados no túmulo de Ramsés II, que as cultivava em seu palácio, assim como Amenófis IV. Suas flores serviam como adorno nos festivais religiosos e também como oferendas aos deuses e os mortos, podendo também ser ofertadas como presentes a pessoas importantes ou como sinal de amizade. Assim como as iyabás estão associadas ao elemento água as ninfeias são classificadas como plantas emersas, ou seja, parte de seu corpo fica enraizado no lodo e outra parte fica acima da água. Costumam ser encontradas em rios de águas calmas ou em lagos. Suas folhas são grandes, coriáceas, de coloração verde brilhante em cima e avermelhadas por baixo. Suas flores surgem solitárias, apresentando ambos os órgãos sexuais (hermafroditas). Elas se abrem bem cedo e se fecham por volta do meio dia, realizando esse movimento por até três a quatro dias, quando se fecham (submergindo) e dão origem as sementes. A planta possui propriedades calmantes, antiespasmódicas, sedativas e psicoativas devido provavelmente à presença de alcaloides como apomorfinas e a nuciferina, presentes principalmente na espécie caerulea. Doses de 5 a 10 gramas das flores podem alterar o grau de consciência, assim como a percepção visual. Uma de suas propriedades mais conhecidas, tanto pelos gregos como pelos egípcios era o seu poder anafrodisíaco, em especial a espécie alba. Podia ser utilizada sobre os órgãos genitais em casos de compulsão sexual obsessiva e ninfomania. Segundo sugerem Pessoa de Barros & Napoleão (1999) a planta poderia possuir ainda propriedades abortivas. No campo da aroma terapia a flor de lótus do Egito traria harmonia e expansão da consciência, purificando os chacras e promovendo um bem estar sistêmico.
No culto aos orixás costuma ser associado a todas as iyabás: Oxum, Iemanjá, Oyá, Obá, Nana e Ewá. Uma vez que é uma planta ligada a água também é consagrada a Oxalá (ninfeia branca), que é um Orixá úmido por natureza. Uma observação interessante é que embora possua propriedades calmantes e sedativas não é considerada uma ewé eró e sim um ewé gun .
Seu nome em Yorubá (òsíbàtá) significa “não se submete”, nos lembrando que é uma planta de grande axé e que deve ser utilizada com cuidado. Por sua ligação estreita com a grande Mãe Oxum e também com Oxalá, é indispensável em determinados rituais, como o odu igé. Esse momento marca o final do processo de iniciação e o início de uma caminhada independente.

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By Cinco Minutos de Axé


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Teóloga Umbandista!


Hoje recebi meu certificado de conclusão da graduação em Teologia na Faculdade de Teologia Umbandista (FTU). Vi-me transportada para aqueles anos nos quais ruíram um a um meus conceitos, meus preconceitos, minhas verdades rasas e temporais. Vi nascer e se descortinar um novo horizonte para minha vida, com desafios e expectativas.
Os anos passaram, e não sobrou quase nada daquela que chegou à FTU. Mas, acima de tudo, nasceu uma Teóloga, sedenta de conhecimento, com um olhar diferenciado pelas Religiões Afro-brasileiras e com amor imenso pela diversidade de nossa religiosidade.
E se faço parte agora dos insiders (estudiosos/acadêmicos iniciados), rezo e peço às Santas Almas do Cruzeiro Divino que me façam digna deste título e que eu possa honrá-lo a cada dia. 
Aranauam, Motumbá, Mukuiu, Kolofe, Saravá, Axé!



http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/os-primeiros-teologos-umbandistas